{"id":37,"date":"2021-05-14T16:40:00","date_gmt":"2021-05-14T19:40:00","guid":{"rendered":"http:\/\/pmra.com.br\/site\/?p=37"},"modified":"2021-08-10T16:57:48","modified_gmt":"2021-08-10T19:57:48","slug":"adin-no-1-0000-20-589108-8-000-inconstitucionalidade-do-artigo-16-%c2%a79o-da-lei-estadual-no-7-772-80","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pmra.com.br\/site\/adin-no-1-0000-20-589108-8-000-inconstitucionalidade-do-artigo-16-%c2%a79o-da-lei-estadual-no-7-772-80\/","title":{"rendered":"ADIN N\u00ba 1.0000.20.589108-8\/000 &#8211; INCONSTITUCIONALIDADE DO ARTIGO 16, \u00a79\u00ba, DA LEI ESTADUAL N\u00ba 7.772\/80"},"content":{"rendered":"\n<p>Por\nunanimidade, o Tribunal de Justi\u00e7a de Minas Gerais julgou inconstitucional a\nparte final do \u00a79\u00ba, do artigo 16, da Lei Estadual n. 7.772\/80, que&nbsp;<em>&#8220;disp\u00f5e\nsobre a prote\u00e7\u00e3o, conserva\u00e7\u00e3o e melhoria do meio ambiente&#8221;<\/em>, referente\n\u00e0 possibilidade de continuidade do exerc\u00edcio das atividades sem licen\u00e7a ou\nautoriza\u00e7\u00e3o ambiental por meio de Termo&nbsp;de Ajustamento de Conduta (TAC).\nDestaca-se:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 16.\n(&#8230;)<br>\n\u00a7 9\u00ba Ao infrator que estiver exercendo atividade sem a licen\u00e7a ou a autoriza\u00e7\u00e3o\nambiental competente, al\u00e9m das demais penalidades cab\u00edveis, ser\u00e1 aplicada a\npenalidade de suspens\u00e3o de atividades, a qual prevalecer\u00e1 at\u00e9 que o infrator\nobtenha a licen\u00e7a ou autoriza\u00e7\u00e3o devida&nbsp;<strong>ou firme termo de ajustamento\nde conduta com o \u00f3rg\u00e3o ambiental, com as condi\u00e7\u00f5es e prazos para funcionamento\ndo empreendimento at\u00e9 a sua regulariza\u00e7\u00e3o<\/strong>.&nbsp;<\/em>(negrito nosso)<\/p>\n\n\n\n<p>A A\u00e7\u00e3o\nDireta de Inconstitucionalidade foi ajuizada pela Procuradoria Geral de Justi\u00e7a\nem 2020, sob a alega\u00e7\u00e3o, em s\u00edntese, de que a referida Lei configura permissivo\n\u00e0 prote\u00e7\u00e3o ambiental, sendo que, em mat\u00e9ria ambiental, as leis de n\u00edvel\ninferior (estadual e municipal) apenas podem dispor de modo contr\u00e1rio \u00e0s de\nn\u00edvel superior (federal) se o fizerem de modo mais restritivo, mas nunca para\ndiminuir o espa\u00e7o de prote\u00e7\u00e3o ao meio ambiente e \u00e0 sa\u00fade da pessoa humana.<\/p>\n\n\n\n<p>A\nProcuradoria Geral de Justi\u00e7a argumentou que a compet\u00eancia concorrente do\nEstado limita-se a suplementar a legisla\u00e7\u00e3o federal no que couber, sendo que,\nsalvo a hip\u00f3tese de v\u00e1cuo legislativo, n\u00e3o pode o Estado estabelecer normas\ngerais sobre aquelas mat\u00e9rias ou, do mesmo modo, contrari\u00e1-las, sob pena de\nviola\u00e7\u00e3o \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>Suscitando a\ninconstitucionalidade, foi destacado que o dispositivo legal atacado afronta os\npreceitos contidos no artigo 214, da Constitui\u00e7\u00e3o do Estado de Minas Gerais,\nque asseguram a todos o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado,\nbem como imp\u00f5em ao Poder P\u00fablico o dever de defend\u00ea-lo, recuper\u00e1-lo e\npreserv\u00e1-lo, uma vez que, na pr\u00e1tica, permite a continuidade da atividade\npotencialmente lesiva ao meio ambiente mesmo sem licen\u00e7a ou autoriza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o do\nTJMG considerou que o Estado de Minas Gerais, ao prever que a suspens\u00e3o das\natividades potencialmente lesivas ao meio ambiente, exercidas sem a necess\u00e1ria\nlicen\u00e7a ambiental, poderia ser afastada a partir da celebra\u00e7\u00e3o de Termo de\nAjustamento de Conduta (art. 16, \u00a79\u00ba, da Lei n. 7.772\/80), afrontou o arcabou\u00e7o\nnormativo gen\u00e9rico erigido pela Uni\u00e3o, que estabelece expressamente que, no\ncaso de inobserv\u00e2ncia \u00e0s prescri\u00e7\u00f5es regulamentares, deve ser cominada a san\u00e7\u00e3o\nde suspens\u00e3o das atividades.<\/p>\n\n\n\n<p>Para\nconferir na \u00edntegra a decis\u00e3o, acesse:&nbsp;<a href=\"https:\/\/www4.tjmg.jus.br\/juridico\/sf\/relatorioAcordao?numeroVerificador=100002058910880002021553107\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/www4.tjmg.jus.br\/juridico\/sf\/relatorioAcordao?numeroVerificador=100002058910880002021553107<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A equipe do\nPMRA est\u00e1 \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o para prestar quaisquer esclarecimentos adicionais sobre\no assunto.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;<br>\n<em>Telefone:\n(31) 3290-4200<\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>E-mail:\ncontato@pmra.com.br<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>LinkedIn:\nhttps:\/\/www.linkedin.com\/company\/porto-miranda-rocha-&amp;-advogados\/<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Instagram: @pmradv<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Facebook: @pmra.adv<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por unanimidade, o Tribunal de Justi\u00e7a de Minas Gerais julgou inconstitucional a parte final do \u00a79\u00ba, do 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